Em resposta à Associação Médica, parlamentar defende que a ação foi um dever constitucional contra um “atendimento inadequado”; ao Acontece Assis, ele justificou o porque o vídeo foi apagado.
O vereador Fernando Sirchia se manifestou oficialmente ao Portal Acontece Assis após a Associação Médica Regional de Assis (APM) publicar uma Nota Institucional repudiando a exposição do médico da rede municipal, Dr. Fabiano Morelli. O caso ganhou grande repercussão após a TV Câmara veicular um vídeo em que o parlamentar fiscalizava o posto de trabalho do servidor e questionava a sua ausência.
Em nota enviada ao Acontece, Sirchia defendeu que a fiscalização é um dever constitucional do Poder Legislativo e negou que tenha havido abuso de autoridade. Segundo o parlamentar, o que motivou a atuação foi a constatação de um suposto “atendimento inadequado” e “conduta superficial” por parte do profissional, rejeitando a alegação de que a fiscalização seria uma interferência no ato médico.
O sumiço do vídeo
A reportagem do Acontece Assis em contato com o vereador para questionar o motivo de o vídeo da fiscalização ter sido publicado e, logo em seguida, apagado dos canais oficiais da TV Câmara de Assis.
Sirchia alegou à nossa equipe que a retirada do material ocorreu porque a Secretaria Municipal da Saúde não autorizou o uso das imagens gravadas.
Nota oficial na íntegra
Confira abaixo o posicionamento completo divulgado pelo vereador Fernando Sirchia em resposta à APM:
“Diante da nota divulgada pela Associação Médica Regional de Assis, é importante esclarecer à população alguns pontos fundamentais.
A fiscalização realizada no dia de ontem ocorreu no estrito exercício da função constitucional de vereador, prevista no art. 31 da Constituição Federal, que impõe ao Poder Legislativo o dever de fiscalizar os atos da administração pública, especialmente quando se trata de serviços essenciais como a saúde.
O que foi constatado não é interpretação, é fato: atendimento inadequado, conduta incompatível com o dever médico e desrespeito com o cidadão. O vídeo divulgado evidencia um profissional que sequer realizou atendimento adequado, limitando-se a uma conduta superficial e abandonando o local, situação que motivou a atuação imediata.
Não houve qualquer interferência no ato médico legítimo. O que houve foi a verificação de possível negligência no atendimento, o que, por si só, justifica e exige a atuação fiscalizatória.
A tentativa de transformar fiscalização em ‘abuso’ é grave e perigosa. O verdadeiro risco à dignidade humana não está na fiscalização, mas sim na precarização do atendimento à população, especialmente daqueles que dependem exclusivamente do sistema público de saúde.
Ressalte-se:
- Fiscalização não é promoção pessoal, é dever legal.
- Denunciar irregularidades não é exposição indevida, é defesa do interesse público.
- O contraditório e a ampla defesa foram garantidos ao ligar e pedir explicações ao médico em questão.
Seguiremos firmes, com responsabilidade e dentro da legalidade, exercendo o papel que a população nos confiou: fiscalizar, denunciar e cobrar qualidade no atendimento público.
A saúde pública exige respeito — com o paciente e com o dinheiro público.”
Foto: Print Whatsapp
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